O impacto das redes sociais no público jovem

Fuzileiros Navais Legenda: Marinha divulga edital de concurso público com 1.680 vagas para fuzileiros navais Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

As redes sociais se tornaram uma parte cada vez mais presente na vida dos jovens e tem impacto significativo em sua forma de se relacionar e se comunicar com o mundo. Por um lado, as redes sociais oferecem uma possibilidade de conexão com amigos e familiares de forma rápida e fácil, além disso, permite que os jovens expressem suas opiniões e ideias, participando de discussões sobre temas diversos. Vale ressaltar que o uso excessivo das redes sociais pode ter consequências negativas para a saúde mental dos jovens. A pressão para se manter conectado e atualizado com as últimas tendências e notícias, pode causar ansiedade e estresse. Com isso, a comparação constante com outras pessoas que apresentam uma aparência glamorosa e perfeita em suas vidas, fazem os jovens ficarem obcecados por uma vida mais “Instagramável”. 

Outro problema das redes sociais é o cyberbullying, visto que os comentários e mensagens ofensivas podem ser publicados de forma anônima, isso pode provocar dor emocional e até mesmo levar casos sérios depressão e suicídio. Portanto, é necessário observar de perto a forma de utilização das redes sociais pelos jovens, a fim de que os efeitos negativos sejam minimizados e a sua influência como meio de conexão e aprendizado se fortaleça.  

Um estudo realizado pela Chicago Booth School of Business indicava, cinco anos atrás, que o Facebook, Twitter e outras redes sociais, têm uma capacidade de viciar superior à do tabaco ou do álcool porque, entre outras coisas, acessá-las é simples e gratuito. Além disso, se o próprio pai do IPad, IPod, IPhone, Steve Jobs, não deixava que seus filhos tivessem muito contato com a tecnologia — limitava o tempo de uso deles — seria porque, provavelmente, imaginava que as redes sociais poderiam afetar os mais jovens.

Segundo um levantamento realizado pelo Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI.br), a rede social é a mais utilizada por crianças e adolescentes de 9 a 17 anos. De 11 a 12 anos, ela chega a ser a preferida de quase metade (48%), enquanto Instagram e Facebook juntos são mencionados por apenas 30%. Isso ocorre ainda que o aplicativo, em tese, seja proibido para menores de 13 anos. Um levantamento da Qustodio, plataforma de controle parental, identificou ainda que a faixa etária de 4 a 18 anos passa cerca de 107 minutos por dia na rede, quase duas horas. O cenário preocupa os pais devido à disseminação de conteúdos nocivos que podem escapar do filtro da plataforma, porém, um dos maiores dramas atuais dos familiares e responsáveis são os desafios incomum encontrados na plataforma.

De acordo estudo do IBGE, o número de suicídios no Brasil entre jovens de 11 a 20 anos aumentou 49,6% entre os anos de 2014 a 2019. Esse período coincide com aumento do uso dos smartphones e redes sociais.

Pontos positivos das redes sociais: 

Acesso fácil as notícias, podendo servir como uma ótima fonte de informação para os alunos, pois oferecem um volume grande de dados que podem ser úteis para as tarefas escolares;

Aprendizado colaborativo, pois exigem que os alunos expressem suas opiniões e comentários de forma clara e objetiva, isso explorar a parte de raciocínio e interpretação de texto e ainda aprimorando a escrita;

Divulgação de informação sobre a escola, as redes sociais são ferramentas eficazes para a escola divulgar suas atividades, eventos ou algo importante que faça necessário ser informado. 

Pontos negativos das redes sociais: 

Distrações é algo que pode ser um grande problema para os alunos, já que podem facilmente perder o seu tempo navegando por coisas fúteis e deixando de lado os compromissos escolares; 

A privacidade é um tema importante a se destacar, pois expõe informações pessoais e fotos publicamente que podem parar em lugares errados e prejudicar os jovens; 

A dificuldade de controle de conteúdo, os alunos acessam diversos assuntos nas redes, é impossível os pais e a própria escola conseguir manter uma fiscalização para evitar danos maiores;

Fonte de desinformação, as redes são canais para a propagação de informações falsas e boatos, que podem ser prejudiciais para os alunos e a escola. 

Principais estatísticas:

Top 10 países em tempo médio diário gasto usando mídias  sociais entre os usuários de internet [horas: minutos]:

Fonte: eMarketer, Março2022 – GWI, Social: The latest trends in social media.

Em resumo, as redes sociais têm um grande impacto no ambiente escolar dos jovens, os educadores devem estar cientes dessas influências e adotar medidas para educar os alunos sobre o uso saudável. 

Foto: freepik.com

Miguel Vicente

Jornalista

Educação

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