Cultura maker na educação e como aplicá-la na sua escola

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Fuzileiros Navais Legenda: Marinha divulga edital de concurso público com 1.680 vagas para fuzileiros navais Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

O movimento da cultura maker apresenta a ideia que qualquer pessoa consegue construir, conectar ou criar seus próprios objetos. Essa cultura começou nos anos 60, absorvendo um pouco do conceito de ausência de regras e independência individual da cultura punk. Partindo desse princípio, que maker tem como significado “fazer” em português.  O foco desse segmento é a transformação de espaços físicos com aprendizagem dos alunos de forma prática. Dessa maneira, a escola se tornará um ambiente de criação, experimentação e prática de conhecimento. 

Com a revolução digital e a facilidade de acesso aos recursos tecnológicos, essa ideia de cultura maker na educação vem sendo pautada com direcionamento em projetos na área tecnológica. De acordo com a revista Galileu Galilei, um dos entusiastas dessa cultura é o ex-presidente americano Barack Obama, ele afirmou que “apoiar o movimento maker é essencial para uma nova revolução industrial”. 

Sendo assim, há tempos o modelo tradicional de ensino se mostra desmotivador para os alunos, e fazê-los acreditar nessa proposta tem sido um desafio aos profissionais de educação. Desta forma, o movimento maker surge como grande aliada ao aprendizado, pois com ambiente apropriado que as escolas têm em seus espaços, podendo realizar toda essa experimentação e prática do conhecimento. 

Além de tornar a escola um ambiente colaborativo de aprendizagem, a ideia do “faça você mesmo”, possibilita mais interação entre os alunos e professores no processo de ensino-aprendizagem, algo inerente à proposta das chamadas metodologias ativas de ensino. 

Dessa forma, algumas atividades maker com recursos eletrônicos e analógicos podem desenvolver uma participação maior dos estudantes, como por exemplo, criação de produtos ecológicos: neste o aluno aprende uma temática relacionado a sustentabilidade, outra atividade é a marcenaria: neste eles desenvolve assuntos que tem relação com as disciplinas de física e matemática e também podendo construir móveis e utensílios, que podem ser usados no seu dia a dia, por último podemos citar a prototipagem: onde os estudantes elaboram protótipos que poderão se tornar objetos e equipamentos comercializáveis.   

Por que aplicar a cultura maker na sua escola?

Como você pôde perceber, assumir a cultura maker no ambiente escolar reforça o dever transformador que a escola deve ter. Ao assumir posições de vanguarda como essa, o ensino caminha lado a lado com as premissas do mundo atual e atualiza-se para lidar com as novas gerações.

Felizmente, a sala de aula não é mais um espaço de reprodução do conhecimento. Hoje, a informação está nas palmas das mãos, com uma rápida pesquisa no Google. Com isso, o ambiente escolar deve valorizar a prática, o pensamento crítico e o desenvolvimento de atividades que corroborem as exigências do currículo, aproximando-as do mundo real.

Por meio da atividade maker, os professores têm, em suas mãos, ferramentas fundamentais para instigar as chamadas competências do século XXI em seus alunos e, principalmente, dar voz a eles no processo de ensino-aprendizagem. Os estudantes precisam ser protagonistas na evolução dos próprios conhecimentos.

Quando introduzidos na cultura de produzir projetos com as próprias mãos, os alunos são capazes de analisar, condensar, comparar, compreender e, a partir de conclusões, interferir em situações diversas. Essas práticas favorecem o conhecimento de cidadãos críticos e, por isso, têm ganhado importância nas redes escolares.

Essas atividades, por exemplo, podem ser instigados com a construção de uma horta compartilhada, ou a produção de modelos de madeira e papelão para um brinquedo, para uma explicação prática de alguma teoria, ou, quem sabe, uma solução de impacto social. Lembrando que a essência das práticas maker está em desafiar os estudantes a pesquisar, criar, testar, apresentar e melhorar suas criações, com autonomia criatividade e protagonismo.

Com certeza, essa nova metodologia será fundamental para os estudantes e professores. Novos conceitos para escola em relação ao desenvolvimentos dos alunos, são características essenciais nesses novos tempos. Hoje os estudantes necessitam de aprendizados atualizados e que façam eles se devolverem de uma forma mais leve e ao mesmo tempo eficiente. A cultura maker é um desses métodos, uma tendência em todas escolas do Brasil. 

Miguel Vicente

Jornalista

Educação

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